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  • Foto do escritorPaola Frizero

NUNCA ESQUECER: TURISMO DARK E OS MEMORIAIS DO HOLOCAUSTO

Olá, tudo bem com você?

Hora do café e da reflexão, vem comigo que o assunto hoje é sério!



Na última década do séc. XX, acelerando ainda mais com a virada do século, o mundo começou a passar por muitas mudanças decorridas do chamado "processo de globalização". Junto a esse processo e à velocidade com que as informações começaram a tomar em todas as partes do mundo, desperta-se nas pessoas um interesse por fatos ocorridos e com isso, o interesse em conhecer de perto a história. Além disso, se fortalece um sentimento de memória e afeto, buscando a história de maneira a tentar entender o que se passa no presente. Como consequência, nota-se crescer o "lugar de memória", onde se entende e se reflete a importância de resguardar a memória de fatos e pessoas.

Antes de falarmos em turismo, vamos contextualizar rapidamente com partes de uma pesquisa feita pela SARA MONTEIRO DE SOUZA DANTAS - UFF, chamada MUSEUS DO HOLOCAUSTO: Recortes da história na visão do turista.

"A perseguição nazista aos judeus, ciganos, testemunhas de Jeová, homossexuais, negros, comunistas e outras minorias consideradas inimigas do regime nazista começou em 1933, quando Adolf Hitler assumiu o poder na Alemanha e criou o III Reich. O anti-semitismo era comum na Europa nas décadas de 1920 e 1930. Na verdade, já se estendia ao longo dos séculos, e pode ser percebido na Idade Média. (DANTAS, 2008, p. 34)"

Após a II Guerra Mundial começaram a surgir os memoriais do holocausto e com eles a reconstrução dos campos de concentração (muitos deles foram destruídos na época), com memórias das vítimas, pertences encontrados, além de visitação nestes campos, lugares onde as pessoas pudessem conhecer, se impactar e entender a crueldade deste regime e toda sua filosofia. O nome que se dá a esse tipo de turismo é Turismo Dark, que consiste em visitações em lugares que nos causam uma reflexão através do lado mais "sinistro" da natureza humana.

A intenção de museus e memoriais sobre o Holocausto, como outros atrativos turísticos do ramo dark, tende a despertar no visitante os sentimentos de choque, tristeza, revolta e reflexão. Essa é a intenção central destes atrativos, manter a memória destas tragédias vivas, para que possamos sempre lembrar e nunca deixar que se repita.

Temos no mundo uma lista de vários países com museus e memoriais sobre essa tragédia (link abaixo), mas vou listar três destes aqui para quem tiver a curiosidade de conhecer.

O primeiro e mais conhecido é o Museu e Memorial Auschwitz-Birkenau, na cidade de Oswiecim, na Polônia. Este é o lugar onde aconteceu o maior extermínio feito pelos nazistas e por trazer à tona esta tragédia foi reconhecido como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, em 1979, pelo grandioso serviço que hoje presta às sociedades.


Tour Virtual:

O próximo e também muito conhecido é a Casa de Anne Frank, em Amsterdam, na Holanda. O lugar onde hoje é o museu foi pautado no diário da menina, onde relata momentos de diversão, conversas, reflexões e brigas de caráter familiar, que passam a sensação de vida normal, se comparada à realidade dos campos de concentração e extermínio, porém, isso tudo acontece no esconderijo da família judia.


Tour Virtual:

O terceiro e não menos importante é o Museu do Holocausto de Curitiba, Brasil. O museu é um memorial das vítimas do holocausto, com exposições que "mostram os acontecimentos da guerra através de histórias de vítimas que possuem ligação com Brasil ou Paraná. Trata-se de uma ferramenta contra a desumanização nazista, humanizando as vítimas e ressaltando a "vida"". A mensagem que o Museu deixa ao público curitibano, paranaense e brasileiro é "que a humanidade aprenda a conviver melhor e a respeitar as diferenças de cor, fé, etnia ou posições políticas."


Site do Museu:

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